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Busca por IA: o que muda para empresas que dependem do Google

Por: Beatriz Desiderato | 15/10/2026

Marketing

9 min de leitura

Durante anos, aparecer no Google esteve entre as principais prioridades de empresas que dependem da internet para atrair clientes. Estar bem posicionado para determinadas pesquisas significava conquistar visibilidade, receber acessos ao site e aumentar as oportunidades de venda ou contato.

Essa lógica continua sendo importante, mas uma nova forma de pesquisa está ganhando espaço: a busca por inteligência artificial.

Em vez de procurar uma palavra-chave e analisar uma lista de links, o consumidor pode fazer uma pergunta diretamente para uma IA, explicar o que procura, pedir alternativas, comparar empresas e continuar a conversa até encontrar uma solução.

Para negócios que construíram boa parte da sua aquisição digital em torno do Google, essa mudança merece atenção.

Não significa que o Google deixou de ser relevante. Significa que a busca deixou de estar concentrada em uma única experiência.

O consumidor está mudando a forma de pesquisar

Imagine uma pessoa que precisa contratar uma agência de marketing para seu ecommerce.

No modelo tradicional, ela poderia pesquisar:

“agência de marketing digital”

Depois, abrir diferentes resultados, visitar sites, comparar serviços e entrar em contato com algumas empresas.

Em uma experiência com IA, essa mesma pessoa pode perguntar:

“Quais agências de marketing podem ajudar um ecommerce a aumentar as vendas com Google Ads, Meta Ads e SEO?”

Depois, pode complementar:

“Quais atendem empresas de médio porte?”

E ainda perguntar:

“O que devo analisar antes de contratar uma agência?”

A pesquisa se transforma em uma conversa.

Isso muda principalmente o momento em que uma marca pode ser descoberta.

A empresa pode ser descoberta antes do clique

No modelo tradicional, muitas estratégias digitais estão concentradas em conquistar o clique.

O consumidor pesquisa, encontra um resultado e acessa o site.

Em uma experiência generativa, parte da resposta pode ser apresentada antes que o consumidor visite qualquer página.

Isso significa que uma empresa pode participar da jornada de descoberta sem necessariamente receber o primeiro clique.

Para marcas que dependem de tráfego orgânico, essa é uma mudança importante de perspectiva.

O objetivo não pode ser apenas gerar visitas. Também passa a ser construir uma presença digital forte o suficiente para que a marca tenha condições de ser considerada em diferentes contextos de pesquisa.

O que acontece com o SEO?

O SEO não deixa de existir.

Na verdade, ele continua sendo uma parte importante da estratégia.

Um site precisa continuar sendo encontrado, rastreado, indexado e compreendido. Conteúdo, arquitetura, experiência do usuário, links internos e organização das informações continuam relevantes.

O que muda é o ambiente em que esse conteúdo pode ser utilizado.

Antes, o principal objetivo era conquistar espaço entre os resultados.

Agora, também é necessário pensar em como as informações da empresa podem ser utilizadas para responder perguntas mais complexas e conversacionais.

Por isso, SEO e GEO passam a trabalhar cada vez mais próximos.

Não dependa apenas de uma palavra-chave

Uma empresa que depende muito do Google pode acabar concentrando sua estratégia em algumas palavras-chave consideradas importantes.

O problema é que o consumidor pode chegar até a empresa por caminhos muito diferentes.

Ele pode pesquisar uma categoria, um problema, uma característica, uma comparação ou uma necessidade específica.

Pense em um ecommerce de iluminação.

O consumidor pode pesquisar:

“luminária pendente”

Mas também pode perguntar:

“Qual iluminação usar sobre uma mesa de jantar?”

Ou:

“Como iluminar uma sala pequena sem deixar o ambiente muito claro?”

São pesquisas diferentes, mas podem levar à mesma categoria de produtos.

A empresa que trabalha apenas o nome do produto perde parte desse contexto.

Conteúdo passa a ter uma função ainda mais estratégica

Quando a busca se torna mais conversacional, conteúdos que respondem dúvidas reais ganham importância.

Um blog não precisa existir apenas para gerar tráfego.

Ele pode ajudar a explicar conceitos, apresentar soluções, comparar alternativas e responder perguntas que aparecem antes da compra.

Uma empresa de construção, por exemplo, pode criar conteúdos sobre materiais, aplicações, diferenças entre soluções e orientações para diferentes tipos de projeto.

Uma empresa de tecnologia pode explicar como escolher determinada ferramenta, quais características avaliar e quais erros evitar.

Um ecommerce pode criar guias de compra, comparativos e conteúdos de uso.

Em todos esses casos, a empresa está construindo conhecimento digital em torno do próprio mercado.

A autoridade da marca ganha ainda mais importância

Se uma IA precisa indicar uma empresa, ela precisa ter algum contexto para entender o que aquela empresa faz e em quais situações ela pode ser relevante.

Por isso, não basta ter uma página institucional dizendo que a empresa é especialista.

É interessante demonstrar esse conhecimento.

Cases, conteúdos aprofundados, estudos, análises, guias, comparativos e materiais educativos ajudam a mostrar a experiência da marca em determinado assunto.

A lógica é sair de uma comunicação que apenas afirma:

“Somos especialistas.”

E construir uma presença que demonstre:

“Sabemos fazer isso e temos conhecimento para explicar esse assunto.”

Para ecommerce, a mudança merece atenção especial

A busca por IA pode influenciar diretamente a descoberta de produtos.

Um consumidor pode perguntar qual produto comprar para determinada necessidade, solicitar uma comparação ou informar características que considera importantes.

Isso significa que o ecommerce precisa ir além de apresentar nome, preço e foto.

As páginas precisam explicar o produto.

Para quem ele é indicado? Como pode ser utilizado? Quais são suas características? Qual a diferença para outros modelos? Existem limitações? Quais necessidades ele atende?

Quanto mais completas forem essas informações, mais contexto existe para relacionar o produto a diferentes situações de busca.

A primeira posição deixa de ser o único objetivo

Essa talvez seja uma das principais mudanças de mentalidade.

Durante muito tempo, uma estratégia de SEO podia ser avaliada principalmente pela posição conquistada para determinadas palavras-chave.

Agora, a visibilidade pode acontecer de outras formas.

A empresa pode aparecer em uma resposta, ser citada como referência, ter um produto recomendado ou ser considerada dentro de uma comparação.

Isso não significa que posição e tráfego deixaram de importar.

Significa que a visibilidade digital ficou mais ampla.

A marca precisa observar não apenas quantas pessoas chegam ao site, mas também como ela está sendo descoberta e em quais contextos aparece.

Como uma empresa pode se preparar?

O primeiro passo é entender que não é necessário abandonar tudo o que já foi construído.

Uma empresa que possui uma boa estratégia de SEO já tem uma base importante.

O trabalho passa a ser ampliar essa estrutura.

Comece revisando as principais páginas do site. Elas explicam claramente o que a empresa oferece? Os produtos possuem informações suficientes? Os serviços apresentam seus diferenciais? As categorias possuem contexto? O blog responde às principais dúvidas dos clientes?

Depois, observe as perguntas que chegam ao comercial e ao atendimento.

Essas perguntas podem revelar oportunidades de conteúdo que ainda não estão sendo trabalhadas.

Também vale analisar se a marca possui presença consistente em diferentes canais e se as informações sobre a empresa são coerentes.

A dependência do Google não precisa desaparecer

Para muitas empresas, o Google continua sendo uma fonte fundamental de tráfego e novos clientes.

O problema não está em depender do Google.

O problema está em depender de uma única forma de descoberta.

Quanto mais canais e experiências participam da jornada do consumidor, mais importante se torna construir uma presença digital diversificada.

O consumidor pode descobrir uma empresa em uma busca tradicional, encontrar um conteúdo em uma rede social, perguntar para uma IA, assistir a um vídeo e finalmente acessar o site.

A jornada pode começar em um lugar e terminar em outro.

O futuro da busca será mais amplo

A busca por IA não significa necessariamente o fim dos mecanismos de busca tradicionais.

O que está acontecendo é uma ampliação das formas de pesquisar.

Algumas pessoas continuarão utilizando o Google da mesma maneira. Outras utilizarão cada vez mais ferramentas de inteligência artificial. Muitas provavelmente utilizarão os dois formatos dependendo do momento e do tipo de pergunta.

Para as empresas, isso significa que a estratégia precisa acompanhar essa diversidade.

Não se trata de escolher entre Google ou inteligência artificial. Trata-se de preparar a marca para ser encontrada nos diferentes ambientes em que o consumidor pesquisa.

A pergunta mudou

Antes, a principal preocupação poderia ser:

“Como faço para aparecer no Google?”

Agora, uma pergunta mais ampla começa a fazer sentido:

“Como faço para minha empresa ser encontrada quando alguém procurar a solução que ofereço, independentemente de onde essa busca acontecer?”

Essa mudança de perspectiva ajuda a construir uma estratégia menos dependente de uma única plataforma e mais focada naquilo que realmente importa: ser relevante para o consumidor no momento em que ele procura uma solução.

Amplie a presença da sua marca nas novas buscas

A inteligência artificial está mudando a maneira como as pessoas descobrem informações, empresas e produtos. Para quem construiu uma estratégia sólida no Google, o próximo passo não é abandonar o que funciona, mas ampliar essa presença para acompanhar a evolução do comportamento de busca.

A Eficaz Marketing pode ajudar sua empresa a avaliar a estratégia atual de SEO, identificar oportunidades de GEO e preparar conteúdos e canais para essa nova realidade.

Fale com a Eficaz Marketing e transforme sua presença digital em uma estratégia preparada para diferentes formas de busca.