Eficaz Marketing participa do D2C Conecta em Arapongas com palestra sobre a nova indústria multicanal de vendas
Por: Beatriz Desiderato | 24/07/2026
7 min de leitura

A Eficaz Marketing esteve presente essa semana no D2C Conecta, em Arapongas, em um evento realizado em parceria com a Nuvemshop, reunindo empresários, indústrias e profissionais interessados em entender os novos caminhos da venda direta, da distribuição e da presença digital.
O tema apresentado foi “A nova indústria multicanal de vendas”, uma discussão essencial para empresas que já perceberam que depender de um único canal não sustenta mais o crescimento no cenário atual.
Mais do que falar sobre e-commerce, o encontro trouxe uma reflexão sobre como a indústria pode se aproximar do consumidor final, entender melhor a percepção de valor dos seus produtos e transformar dados em decisões mais estratégicas.
A indústria precisa estar mais próxima do consumidor
Durante a apresentação, Robinson Gregorato, CEO da Eficaz Marketing, trouxe uma reflexão importante sobre o distanciamento entre indústria e consumidor.
Por muito tempo, o fabricante produzia, o produto passava por distribuidores, representantes e revendas, e só depois chegava ao cliente final. Nesse modelo, a indústria vendia, mas nem sempre conseguia entender como o consumidor percebia o produto, quais dúvidas tinha, quais atributos valorizava e o que realmente influenciava sua decisão de compra.
Esse cenário começa a mudar.
Assim como acontece em mercados mais avançados, a indústria brasileira está percebendo que inovar também significa criar canais para ouvir o consumidor. Não se trata de abandonar os parceiros comerciais, mas de construir uma visão mais clara sobre a ponta da jornada.
Quando a indústria se aproxima do cliente final, ela ganha uma amostragem real da percepção de valor do seu produto. Como resultado, consegue ajustar comunicação, melhorar ofertas, desenvolver novos produtos e fortalecer sua estratégia de mercado.
A estrutura tradicional do B2B
Historicamente, muitas indústrias cresceram com base no modelo B2B. Nesse formato, a cadeia costuma envolver fabricante, distribuidor, representante, revenda e consumidor.
Essa estrutura continua sendo importante, principalmente para escala, capilaridade e relacionamento comercial. Porém, ela também cria uma distância entre quem fabrica e quem consome.
Quanto maior a distância da indústria em relação ao consumidor, menor tende a ser a clareza sobre a jornada real de compra. Muitas vezes, o fabricante sabe quanto vendeu para o canal, mas não sabe exatamente como o produto foi apresentado, quais argumentos funcionaram ou quais objeções impediram novas vendas.
Por isso, o desafio atual não é substituir o B2B, mas complementá-lo com novos canais e mais inteligência de mercado.
A evolução dos canais de distribuição

A apresentação também abordou a evolução dos canais de distribuição e como diferentes modelos podem atuar juntos dentro de uma mesma estratégia.
O B2B, ou Business to Business, representa as vendas entre empresas, como indústria para distribuidor, revenda ou cliente corporativo.
O B2C, ou Business to Consumer, aproxima a marca do consumidor final, geralmente por meio de loja virtual, marketplace, atendimento digital ou canais próprios.
Já o B2B2C, ou Business to Business to Consumer, mantém a presença dos parceiros comerciais, mas considera a experiência do consumidor final como parte da estratégia.
Por outro lado, o D2C, ou Direct to Consumer, permite que a indústria venda diretamente para o cliente final, criando um canal próprio para relacionamento, dados e validação de mercado.
O ponto principal é que esses modelos não precisam competir entre si. Quando bem estruturados, eles se complementam.
D2C é a inteligência de mercado
Um dos pontos centrais do encontro foi esclarecer que o D2C não deve ser visto apenas como um canal de venda direta.
Para a indústria, ele pode funcionar como uma estratégia. Por meio de uma loja virtual, marketplace ou operação digital própria, a empresa consegue entender quais produtos geram mais interesse, quais argumentos aumentam a conversão, quais regiões têm mais demanda e quais dúvidas aparecem durante a compra.
Essas informações fortalecem toda a operação, inclusive os canais tradicionais.
Ou seja, o D2C não precisa enfraquecer distribuidores, representantes ou revendas. Pelo contrário, ele pode gerar dados que ajudam todos os canais a venderem melhor.
A transformação da indústria na era da influência
Outro tema abordado foi o impacto da influência digital na jornada de compra.
Hoje, o consumidor não decide apenas no ponto de venda. Ele pesquisa, compara, assiste vídeos, acompanha criadores de conteúdo, recebe recomendações e valida sua decisão em diferentes canais.
Esse movimento fortalece o conceito de I2C, ou Influencer to Consumer, em que a influência se torna uma ponte direta entre marca e consumidor.
Durante a apresentação, foram citados nomes conhecidos do ambiente digital, como Virginia Fonseca, Bianca Andrade, Renato Cariani, Felipe Neto, Mari Saad, João Adibe, Neymar Jr. e Toguro, mostrando como audiência, comunidade e posicionamento podem se transformar em força comercial.
O caso da WePink, associado à Virginia Fonseca, ilustra bem esse movimento. A audiência deixou de ser apenas visibilidade e passou a ser um ativo capaz de gerar marca, produto, recorrência e expansão de negócios.

O consumidor está em múltiplos canais
A apresentação também destacou a força das principais redes sociais e plataformas digitais no Brasil.
WhatsApp, YouTube, Instagram, Facebook, TikTok e Pinterest concentram milhões de usuários e fazem parte da rotina de pesquisa, relacionamento e decisão de compra do consumidor.
Portanto, se o cliente está em múltiplos canais, a indústria também precisa pensar de forma multicanal.
Isso não significa estar em todos os lugares de qualquer forma. Significa entender onde o consumidor pesquisa, onde ele se relaciona com marcas, onde ele compara produtos e quais canais realmente influenciam sua decisão.
O papel da Eficaz Marketing nesse movimento
A Eficaz Marketing atua justamente na conexão entre estratégia, tecnologia e performance.
Durante o D2C Conecta, a apresentação mostrou que a nova indústria precisa ir além da venda tradicional. É necessário construir presença digital, gerar demanda, capturar dados e transformar canais em oportunidades reais de crescimento.
Esse processo envolve posicionamento, ecommerce, mídia paga, conteúdo, CRM, análise de dados e integração entre áreas.
Quando esses elementos estão alinhados, a indústria deixa de operar apenas de forma reativa e passa a construir uma operação mais previsível, competitiva e preparada para o futuro.
E agora, como sua indústria deve se preparar?
A principal reflexão do evento é direta: sua indústria está apenas distribuindo produtos ou está construindo relacionamento com o consumidor?
Se a empresa depende exclusivamente dos canais tradicionais, pode estar perdendo informações importantes sobre percepção de valor, comportamento de compra e demanda real.
Por outro lado, quando estrutura uma operação multicanal com estratégia, consegue manter seus parceiros, criar novos pontos de contato e tomar decisões mais inteligentes.
Em conclusão, a nova indústria multicanal não é sobre escolher entre B2B, B2C ou D2C. É sobre integrar canais, aproximar-se do consumidor e construir uma operação mais conectada ao mercado.
Quer estruturar esse movimento na sua indústria? A Eficaz Marketing e Tecnologia está pronta para ajudar sua empresa a transformar estratégia, tecnologia e performance em crescimento real. Fale com os nossos consultores.
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