O Que Muda Para o E-Commerce No Cenário Pós Pandemia No Brasil? – Tendências e Inovações no Varejo Brasileiro

Publicado em 07 de agosto de 2020

Entre as mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19 no Brasil, estão os padrões de consumo e a relação do público com as marcas. Consequentemente, isso afetou muito o varejo físico e online. Por isso podemos ver crescimento em algumas áreas e queda em outras. Então, muitos lojistas e empreendedores se perguntam: o que muda para o e-commerce nesse contexto pós-pandemia do Brasil? Quais são as expectativas para as lojas virtuais e físicas no futuro?

Para responder todos esses questionamentos, fizemos uma seleção de tendências e inovações no varejo brasileiro. A seguir, confira os principais pilares de transformação digital devido à pandemia. Reunimos dados e números de várias pesquisas realizadas ao longo do ano.


Crescimento Exponencial no número de Empresas Online

De acordo com dados do IEMI, até o começo de 2019, 90% dos pequenos negócios não tinham presença digital. Entretanto, os decretos relacionados ao isolamento social e fechamento do comércio aceleraram o processo de digitalização nas empresas:

  • Desde o início da pandemia, mais de 135 mil lojas aderiram às vendas pelo comércio eletrônico. Anteriormente, a média mensal de novas empresas online era de 10 mil por mês (Dados da ABComm);

O que podemos perceber é que as empresas que não estavam presentes com um canal de vendas online, tiveram que se adaptar rapidamente a essa nova realidade para continuar vendendo. É por isso que as empresas que já tinham uma loja virtual e vendiam através do e-commerce saíram na frente. Afinal, o e-commerce brasileiro apresentou um crescimento de 48,3% em 2020, se comparado com o ano anterior:

crescimento do e-commerce pós pandemia no Brasil

Aproveite e assista a participação de Robinson Gregorato – CEO da Eficaz Marketing no programa Visão de Mercado. Nesse vídeo eles conversam um pouco mais sobre o impacto da pandemia no varejo online.


Aumento no número de Consumidores Online

Além disso, pela necessidade de acesso a produtos essenciais, muitos consumidores foram levados a comprar online pela primeira vez:

  • Foram 5,7 milhões de clientes fazendo sua primeira compra pela internet;
  • O mesmo relatório informa que foram realizadas 82,8 milhões de compras online no segundo trimestre de 2020. (Dados Neotrust/Compre&Confie)

Outra pesquisa da Nielsen aponta que 31% dos consumidores declararam que fizeram sua primeira compra online durante a quarentena, especialmente no setor de autosserviço.

novos consumidores online - covid-19 - nielsen


O comportamento do consumidor mudou: Altas Expectativas

Como vimos no tópico anterior, o número de pessoas comprando online aumenta a cada dia. Dessa forma, muitos consumidores tiveram a experiência de realizar uma compra remota, ser atendido pelo WhatsApp ou obter novos produtos por entrega a domicílio. As compras por aplicativo também fazem parte dessas novas soluções experimentadas nesse período.

Portanto, a tendência é que os clientes tenham expectativas ainda mais altas em relação a sua experiência de compra. Sendo assim, as empresas precisam continuar oferecendo essa comodidade e pensar em formas de melhorar seus canais de venda, atendimento e opções de entrega.

Além disso, os consumidores de hoje esperam que as empresas tenham responsabilidade social. Essa pesquisa mostrou que os brasileiros já esperavam um posicionamento das marcas em relação aos cuidados com seus funcionários e esforços para enfrentar a situação:

expectativa do consumidor - tendências de consumo na pandemia
Parte do Infográfico Tendências de Consumo na Pandemia – Interativa


[LISTA] 5 tendências e inovações no varejo brasileiro

Para mostrar as mudanças no futuro pós-pandemia no Brasil, preparamos uma lista de tendências e inovações do varejo Brasileiro. Então, veja como as empresas estão se transformando nesse contexto.


1 Experiência Multicanal: lojas com modelos híbridos online + presencial

A característica da jornada de compra omnichannel não é novidade. Afinal, boa parte das experiências de compra passam pelo digital, seja numa pesquisa de preços ou de avaliações do produto/serviço.

Nesse artigo para Forbes, Josh Bobrowsky afirma que as empresas que souberem proporcionar a uma experiência multicanal podem ter um futuro promissor no mundo pós-pandemia.


2 Adaptação nas Lojas Físicas

Além do varejo online, o comércio das lojas físicas também passará por transformações no Brasil pós-pandemia.

Para diminuir a chance de contaminação de seus colaboradores e dos clientes, algumas lojas em outros países já colocaram vidros de proteção, mudaram sua organização interna e habilitaram o self-checkout para evitar a aglomeração nas filas.

Outro ponto importante é transmitir uma sensação de limpeza e segurança para os compradores. Por isso, nesse artigo uma das tendências apontadas é mudanças nos materiais, revestimentos e até nas cores das lojas físicas.


3 Movimento do faça você mesmo e Consumo Local

Impulsionado pela criação de conteúdo nas redes sociais, o movimento do faça você mesmo volta a ganhar força. Então, podemos explicar essa tendência pelo fato de que as pessoas ficaram mais tempo em casa e buscaram por atividades que possam realizadas sem precisar sair, ou até mesmo que possam produzir algo útil com seu tempo. Isso sem contar a pessoalidade envolvida nessa atividade e as restrições de compra.

Essa é uma oportunidade tanto para empresas que oferecem cursos ensinando como fazer objetos, ou ensinando a cozinhar, quanto para lojas que vendem os materiais e produtos necessários para esses pequenos projetos.

Além disso, surgiram diversas iniciativas de apoio aos pequenos negócios locais. Engana-se quem pensa que esse processo não passa pelo digital. Assim, os comerciantes locais precisam se posicionar na internet para atingir as pessoas que estão perto da sua empresa.

Vale a pena ver nosso tutorial de como configurar sua conta no Google Meu Negócio. Essa é uma ferramenta totalmente gratuita e essencial para que o seu negócio seja encontrado pelas pessoas da região em uma pesquisa online.


4 Atendimento Remoto por Aplicativo de Mensagem e Redes Sociais

O atendimento por WhatsApp e outros aplicativos de mensagens também foi fundamental para continuar vendendo nesse período. Essa é uma tendência que já vinha acontecendo no último ano, aumentou muito durante a quarentena e deve permanecer no cenário pós-pandemia no Brasil.

Como exemplo, a Via Varejo (Casas Bahia e Pontofrio) tem 20 mil vendedores comercializando pelo WhatsApp. Até mesmo os vendedores atuando dentro das lojas realizar a operação pelo aplicativo. Veja a declaração de Abel Ornelas – chefe de operações da Via Varejo:

“Antes do coronavírus, o e-commerce representava 30% do faturamento empresa. A participação foi para 80% em abril, e a projeção é que empate com a venda física após a pandemia.”

Trecho do Jornal de Brasília.


5 Streaming e Consumo de Vídeos

O consumo de conteúdo audiovisual tinha uma previsão de aumento de 60% devido ao isolamento social, segundo a Nielsen. Esse consumo de vídeos envolve todo a transformação da educação como ensino à distância e o aumento na procura por cursos online.

O streaming de conteúdo audiovisual também abrange os podcasts e vídeos publicados nas redes sociais. Dessa forma, as empresas que souberem produzir um conteúdo relevante nesses formatos têm mais uma chance de se conectar com novos usuários e clientes em potencial.


Com tudo isso, fica claro que, entre as tendências e inovações do varejo no cenário pós pandemia, a transformação digital se torna essencial. É através das mudanças nos processos e da digitalização que as empresas podem se manter relevantes e se apresentam como uma opção viável aos consumidores, apesar das circunstâncias.

Por isso, a Eficaz trabalha constantemente para levar esse processo de transformação e promover aceleração de negócios no meio digital. Aproveite para conhecer nossos serviços digitais e encontrar uma solução ideal para sua empresa.

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Mercado
Por: Redação Eficaz
Publicado em 07 de agosto de 2020

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